Homenagem a Eugênio Cordaro, um homem pela educação humanista brasileira

Conheça a trajetória do educador – empresário e idealizador do Grupo OEP e Abepar –, que teve sua carreira relembrada por Andréa Andreucci (Diretora-geral do Oswald), Gabriela Pieroni (Assessora de Práticas Inclusivas do Oswald) e Ana Cristina Dunker (Diretora-geral da Carandá)

Na foto, Eugênio Cordaro em homenagem realizada na Abepar. (Divulgação)

O humanista de olhar visionário

 Essa foi, talvez, a sua leitura mais visionária: ele [Eugênio Cordaro] intuiu que as uniões bem-conduzidas, longe de dissolver identidades, poderiam ser a forma de sucessão mais potente para mantê-las vivas […] colocando o conhecimento a serviço dos laços humanos.”
— Ana Cristina Dunker (Diretora-geral da Carandá)

Em agosto, a Revista Educação publicou o texto “Eugênio Cordaro, homem que nos ensinou a olhar para frente”, com autoria de Ana Cristina Dunker. No artigo, a educadora discorre sobre o papel fundamental que o empresário teve ao incentivá-la no início de uma extensa trajetória na educação. A parceria iniciada em 1994 surgiu a partir de Beka Cury, sócia e diretora da Escola Santi, que indicou a CNA (agora sob o nome de Corus Consultoria) à Ana Cristina e Carmen Coelho Mola y Curi, a qual as orientou em momentos de austeridade e também de ousadia.
 

Hoje, 32 anos depois, Dunker relembra a percepção sensível e estratégica de Eugênio: a fusão do Viva Vida, em 2002 e do conjunto à Escola Carandá, em 2012; da fundação do Grupo OEP (constituído pelos Colégios Oswald, Elvira Brandão, Colégio Piaget, Crescer Sempre e a Carandá Educação), em 2014; a fundação da Abepar (Associação Brasileira de Escolas Particulares), em 2016; entre outros. O texto traz os feitos de Eugênio Cordaro à educação humanista brasileira, com a sensibilidade de quem pode construir uma parceria longeva na educação.

 

Leia o artigo na íntegra: Ana Cris revela “há 32 anos, um consultor olhou os números da nossa pequena escola e disse: ‘vendam seus carros’. Foi o início de uma parceria que nos ensinou que austeridade e ousadia são as duas molas propulsoras de qualquer escola”.
 

Uma longa jornada oswaldiana

 
 
A história de Eugênio Cordaro no Oswald vai muito além de uma relação empresarial e é permeada pela prática de muitos dos nossos valores como o espírito inovador e uma sensibilidade artística e cultural. Segundo Gabriela Pieroni (Assessora de Práticas Inclusivas da Educação Infantil e Ensino Fundamental I), a trajetória de Cordaro na escola parte do encontro com Paulo Chacon – um dos sócio-fundadores da instituição – possibilitado pela paixão em comum pela música, oportunidade em que os outros membros da Banda Comitatus (da qual o educador integra desde 1976) os apresentaram. Assim, o empresário e educador começou a dar aulas de música na escola. Na década de 90, Eugênio Cordaro passa a fazer parte da gestão do Colégio Oswald, que com sua expertise adquirida na gestão administrativa e financeira, possibilitou que a escola se diferenciasse, fortalecesse e encarasse diferentes desafios.
 

 Acho que esse olhar criativo, um olhar sensível, cuidadoso, ao mesmo tempo firme, pôde também despertar para as escolas – não só o Oswald, mas para todas as escolas que ele assessorou administrativamente – produzir novos olhares, novos panoramas, um olhar para frente.”
— Gabriela Cordaro Pieroni (Assessora de Práticas Inclusivas da Educação Infantil e Ensino Fundamental I)

 O espírito colaborativo, inovador e coletivo motivou a formação do Grupo OEP e também da Abepar, com o propósito de reunir escolas humanistas para somar forças na construção de conhecimento e se unir financeiramente, sem perder a própria identidade (como é o caso de alguns grandes grupos educacionais). Eugênio sempre incentivou que a estruturação das escolas possibilitasse um diálogo rico entre professores, estudantes e famílias, de tal forma que todos caminhem e progridam juntos em prol da educação.
 

[Ele ensinou que] com criatividade, com coragem, com espírito inovador, a gente pode conseguir aquilo que a gente quer. E sou muito grata a ele, como ele me formou e educou enquanto pessoa e como educadora.”
— Gabriela Cordaro Pieroni (Assessora de Práticas Inclusivas da Educação Infantil e Ensino Fundamental I)

Leia também:Abepar homenageia Eugênio Cordaro e os ex-presidentes Mauro de Salles Aguiar e Arthur Fonseca Filho.
 

O espírito sonhador oswaldiano

 

Eu acho que a música é uma linha que costurava o homem Eugênio. Ele, como artista, como músico, era costurado pela arte. E isso tinha [e tem] muito a ver com o Oswald.”

— Andréa Andreucci Ramos Maria (Diretora–geral do Oswald)

 O nome Oswald de Andrade em nossa escola não é por acaso, o poeta modernista carregava um olhar crítico, ousado e consciente que moldou (e molda) a forma como pensamos em educação. Para Andréa Andreucci (Diretora-geral do Oswald), a liderança de Cordaro sempre foi voltada ao sonhar coletivamente e investir num modelo de aprendizagem baseado em relações humanizadas, atravessada por diversas linguagens e saberes.

O que me encantou ao conversar com o educador Eugênio foi a pessoa, o músico, o artista e o sonhador. Porque ele sempre falava que em qualquer desafio que a gente tivesse – e a gente teve vários desafios, como a educação propõe –, que a gente nunca desistisse do sonho.”
— Andréa Andreucci Ramos Maria (Diretora–geral do Oswald)  

Para Eugênio, investir na educação é sinônimo não apenas de fomentar o desenvolvimento coletivo das crianças e jovens, mas também de construir uma sociedade melhor e mais consciente. Andréa comenta que sua parceria com Eugênio, para muitos, talvez fosse baseada em ideias utópicas. No entanto, o estímulo a essas ideias, esses sonhos, possibilitou o desenvolvimento e implementação de soluções criativas e audaciosas – seja para ultrapassar os diferentes desafios intrínsecos à própria educação; seja para concretizar objetivos. Um dos legados deixados por Cordaro no Oswald é o ensinamento de sonhar, colaborativamente.

Então, o que o Oswald tem do Eugênio? É a arte, é a música, é a concepção da escola.”
— Andréa Andreucci Ramos Maria (Diretora–geral do Oswald)

Confiram também a homenagem feita pela Abepar, no vídeo abaixo:

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